O setor de franchising brasileiro manteve seu ritmo de expansão em 2025, registrando um crescimento de 10,5% em relação ao ano anterior e alcançando um faturamento de R$ 301,7 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF). Entre todos os segmentos, um se destacou com folga: o de Limpeza e Conservação, que avançou 16,8% no período.
O desempenho acima da média foi impulsionado principalmente pelo aumento da terceirização de serviços e pela expansão das lavanderias, especialmente no modelo de autoatendimento. A praticidade, aliada à demanda constante tanto no mercado residencial quanto corporativo, tem tornado o setor cada vez mais atrativo para novos empreendedores.
De acordo com Felipe Buranello, diretor de microfranquias da ABF, a expectativa para 2026 segue positiva. Segundo ele, o crescimento das microfranquias tem ampliado o acesso ao franchising, permitindo que mais pessoas iniciem um negócio com investimentos reduzidos e operações mais enxutas.
“Ainda vemos bastante espaço para crescimento, sobretudo em serviços especializados, como limpeza técnica, sanitização e manutenção preventiva, que atendem tanto o mercado corporativo quanto o residencial”, afirma.
Modelos acessíveis ganham força
Dentro desse cenário, diversas redes vêm se destacando por oferecer modelos de entrada mais acessíveis. Entre elas estão:
Freewet
Mary Help
Panda Clean
Maria Brasileira
Limpeza com Zelo
Limpezaca
CleanNew
Lave & Pegue
Lavup
Essas marcas operam com diferentes formatos, que vão desde serviços residenciais até soluções mais especializadas e operações automatizadas, como lavanderias self-service.
O que avaliar antes de investir
Para quem deseja entrar no setor, Buranello destaca que o primeiro passo é entender o próprio perfil empreendedor. O segmento oferece opções variadas, que exigem diferentes níveis de dedicação, operação e gestão.
“É fundamental avaliar se você prefere atuar diretamente na operação, gerenciar equipes ou focar no relacionamento com clientes. Isso impacta diretamente na escolha da franquia ideal”, explica.
Outro ponto essencial é analisar a reputação da franqueadora, o suporte oferecido, a maturidade do modelo de negócio e o desempenho de outros franqueados. Essa etapa é decisiva para reduzir riscos e aumentar as chances de sucesso.
Microfranquia não é atalho
Apesar do baixo investimento inicial ser um grande atrativo, o especialista alerta que esse não deve ser o único critério de decisão.
“Microfranquia não é um atalho para empreender. É um modelo que exige análise, dedicação e visão de longo prazo”, reforça.
Antes de assinar contrato, a recomendação é buscar apoio de um advogado especializado, já que se trata de um compromisso de longo prazo. Além disso, na fase de implantação, seguir as orientações da franqueadora e manter uma reserva financeira são fatores fundamentais para garantir uma operação mais segura.
Fonte: PEGN

