Startup de mobilidade capta US$ 2 milhões para expandir rede de eletropostos

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Mova Protocol quer instalar 50 pontos de recarga no Brasil até 2026 e integrar dados de mobilidade elétrica

A startup brasileira Mova Protocol anunciou uma nova rodada de investimento de US$ 2 milhões liderada por investidores-anjo. Com o novo aporte, o total captado pela empresa desde sua fundação, no final de 2025, chega a US$ 5 milhões.

O capital será destinado principalmente à expansão da infraestrutura física da companhia, com a criação de uma rede própria de eletropostos, além do fortalecimento da plataforma de dados desenvolvida pela empresa.

A startup tem como meta instalar 50 pontos de recarga para veículos elétricos no Brasil até o final de 2026.

Jovem fundador e modelo inspirado na economia digital

A empresa foi fundada pelo empreendedor Augusto Bihre Letsch, de 21 anos, na cidade de Canoas. A proposta inicial era simplificar o acesso ao mercado de criptoativos e explorar novos modelos de economia digital.

Inspirado no conceito walk-to-earn, popularizado pelo aplicativo Stepn, Letsch criou o modelo drive-to-earn, em que motoristas recebem recompensas ao utilizar o aplicativo enquanto dirigem.

A ideia é transformar a direção em uma fonte de coleta de dados de mobilidade e telemetria, criando informações que podem ser utilizadas por empresas para análise de desempenho, riscos e sustentabilidade.

Dados de mobilidade como ativo estratégico

A plataforma funciona por meio de um aplicativo que monitora o uso do veículo diretamente pelo smartphone. O sistema coleta informações como quilometragem, padrões de condução e comportamento de uso.

Esses dados passam por processos de validação antifraude e depois são registrados em blockchain, gerando relatórios auditáveis que podem ser utilizados por empresas interessadas em monitorar eficiência operacional ou comprovar metas ambientais.

Segundo Antônio Farias, o diferencial está justamente na origem dos dados.

“Existe uma oportunidade enorme no mercado de crédito de carbono, que hoje se baseia muito em estimativas. Com a telemetria captada via smartphone, conseguimos trabalhar com dados reais”, afirma.

Expansão física da rede de recarga

Com o novo investimento, a empresa pretende integrar sua plataforma digital a uma infraestrutura própria de recarga elétrica.

A primeira etapa da expansão começa com a inauguração de duas unidades em Florianópolis, integradas à rede da We Charge.

A expectativa é ativar entre 10 e 20 pontos de recarga até abril, com presença nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país.

Para sustentar a infraestrutura tecnológica dos eletropostos, a startup também firmou parceria com a empresa VoltBras.

Mercado de mobilidade elétrica em crescimento

Um dos focos da estratégia da Mova é atrair motoristas de aplicativos, público que costuma adotar tecnologias de mobilidade mais rapidamente.

Segundo Farias, esses profissionais tendem a buscar soluções que aumentem a eficiência do tempo e reduzam custos operacionais, tornando-se um público estratégico para a expansão da rede.

Hoje a startup já soma cerca de 29,8 mil usuários, sendo 15.860 ativos. A meta é alcançar 1 milhão de usuários até o final deste ano.

Potencial ligado à agenda ESG

Outro fator que pode impulsionar o crescimento da empresa é a nova regulamentação da Comissão de Valores Mobiliários, especialmente com a implementação da Resolução 193, que exige relatórios de sustentabilidade auditáveis para companhias abertas.

Ao registrar dados de mobilidade em blockchain, a Mova pretende oferecer às empresas um sistema confiável para comprovar metas ambientais e indicadores ESG.

Com a combinação entre infraestrutura física e inteligência de dados, a startup aposta em um modelo de ecossistema integrado para ganhar espaço no mercado brasileiro de mobilidade elétrica.

Fonte: PEGN

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