O avanço da tecnologia tem provocado mudanças profundas em setores tradicionalmente conservadores, e o jurídico não é exceção. De olho nesse movimento, o Cubo Itaú anunciou o lançamento do Cubo Legal, um hub dedicado a conectar startups, escritórios de advocacia e grandes corporações com foco em inovação aplicada ao direito.
A iniciativa surge em parceria com nomes relevantes do setor, como Clicksign, Mattos Filho, Opice Blum Advogados e AG TaxTech, que assumem o papel de mantenedoras. Mais do que apoiar o projeto, essas empresas trazem desafios reais para serem solucionados pelas startups, criando um ambiente prático de desenvolvimento e validação de soluções.
O posicionamento do Cubo Legal é claro: funcionar como um ponto de conexão entre tecnologia, dados e novos modelos operacionais. Em um cenário onde a inteligência artificial começa a redesenhar processos internos e decisões estratégicas, o setor jurídico passa por uma transformação estrutural — deixando de ser apenas reativo para se tornar mais estratégico dentro das organizações.
Instalado na unidade do Cubo Itaú em São Paulo, o hub já inicia suas atividades com 32 startups integradas ao ecossistema. A proposta vai além da convivência física: eventos, trilhas de conhecimento e iniciativas de conexão serão utilizados como ferramentas para acelerar negócios e estimular inovação colaborativa.
Um dos principais focos do hub está no uso da inteligência artificial para aumentar eficiência operacional, melhorar a gestão de dados, reforçar a segurança e prevenir fraudes. Isso abre espaço não apenas para legaltechs, mas também para startups de outros segmentos que consigam resolver dores específicas do universo jurídico.
Esse modelo reforça uma tendência crescente: inovação orientada por problemas reais. Ao invés de desenvolver soluções isoladas, as startups passam a atuar diretamente sobre demandas concretas de grandes players do mercado, encurtando o ciclo entre criação, validação e geração de receita.
Os números do próprio ecossistema do Cubo Itaú ajudam a dimensionar essa força. Atualmente, mais de 550 startups fazem parte da comunidade, sendo a maioria brasileira. Em 2025, essas empresas somaram R$ 7,5 bilhões em faturamento e captaram R$ 1,6 bilhão em investimentos — um crescimento expressivo que evidencia o amadurecimento do setor.
No fim, o Cubo Legal representa mais do que um novo espaço físico. Ele simboliza um movimento estratégico: a aproximação entre tradição e inovação. Em um mercado cada vez mais orientado por tecnologia, quem conseguir integrar conhecimento técnico com soluções digitais terá vantagem competitiva real.
Fonte: PEGN

