Mães empreendedoras transformam maternidade em combustível para expansão nos negócios

Destaques Noticias

Conciliar maternidade e carreira ainda representa um dos maiores desafios para milhares de mulheres brasileiras. Mesmo diante da pressão da rotina, da responsabilidade financeira e da gestão da casa, muitas mães têm encontrado no empreendedorismo uma forma de conquistar autonomia, flexibilidade e crescimento profissional. No setor de franquias, esse movimento tem se destacado entre mulheres que expandiram suas operações e passaram a liderar múltiplas unidades em diferentes segmentos.

Segundo dados do Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME), divulgados neste ano, 36,9% das mulheres donas de negócios no Brasil são mães. Entre elas, mais da metade também ocupa a posição de principal responsável financeira da família. O franchising aparece como uma alternativa atrativa justamente por oferecer um modelo estruturado, capaz de acelerar crescimento e facilitar a expansão de forma mais segura.

Em Cabo Frio, no Rio de Janeiro, Thaís Soares Guimarães administra ao lado da mãe, Maria Emília, duas operações da rede de idiomas Yázigi. A relação da família com o negócio começou há cinco décadas, quando Maria Emília decidiu empreender no setor educacional. Hoje, mãe e filha dividem responsabilidades administrativas, financeiras e pedagógicas, mantendo cerca de 700 alunos nas unidades. Para Thaís, crescer dentro do ambiente empreendedor da família fez com que a sucessão acontecesse de maneira natural. Já para a mãe, compartilhar a gestão trouxe mais tranquilidade e continuidade para o negócio.

Histórias parecidas se repetem em diferentes setores. Iara Rodrigues, ex-executiva da indústria farmacêutica, decidiu empreender após descobrir uma gravidez gemelar. Em busca de maior autonomia sobre a própria rotina, abriu sua primeira unidade da Royal Face em 2020. Atualmente, comanda cinco operações em diferentes cidades e ultrapassou R$ 9,5 milhões em faturamento no último ano. Segundo ela, o crescimento só foi possível graças à estruturação da gestão e ao desenvolvimento de lideranças dentro das unidades.

No setor de alimentação, Tabata Fontes encontrou na maternidade uma nova forma de liderar equipes. Franqueada do Divino Fogão desde 2014, ela administra restaurantes em São Paulo enquanto divide a rotina com os filhos pequenos. A empresária afirma que a maternidade fortaleceu sua visão humana dentro da gestão e trouxe aprendizados importantes sobre organização, empatia e equilíbrio emocional. Para ela, construir um negócio sólido também significa deixar um exemplo de dedicação e independência para os filhos.

O franchising também se tornou ferramenta de reinvenção profissional para Marcelle Teixeira. Após deixar a carreira de fisioterapeuta para acompanhar os primeiros anos da filha, ela decidiu migrar para o empreendedorismo e encontrou no setor de alimentação uma oportunidade de crescimento. Hoje, lidera três unidades da Porto do Sabor no Rio de Janeiro e afirma que a felicidade profissional passou a fazer parte do equilíbrio da vida pessoal e familiar.

Na área da educação, Marina Fernandes transformou uma experiência como aluna em uma trajetória de expansão empresarial. Após ingressar na rede Microlins como colaboradora, tornou-se franqueada e atualmente administra dez unidades em São Paulo. Seus filhos, que cresceram acompanhando a rotina da operação, hoje participam ativamente da gestão. Para Marina, empreender em família fortalece valores como responsabilidade, propósito e construção de legado.

Já Evelyn Dias encontrou no empreendedorismo uma alternativa para conquistar mais presença na criação do filho. Depois de anos trabalhando no setor de eventos, decidiu investir na rede de minimercados autônomos market4u. Começou com três unidades e hoje opera oito lojas, alcançando faturamento médio mensal de R$ 130 mil. Segundo ela, o maior desafio continua sendo equilibrar as prioridades do negócio com a maternidade, mas a possibilidade de acompanhar de perto o crescimento do filho faz todo o esforço valer a pena.

As histórias dessas empreendedoras mostram como a maternidade deixou de ser vista como um obstáculo profissional e passou a funcionar, para muitas mulheres, como impulso para crescimento, reinvenção e expansão nos negócios.

Fonte: PEGN

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *