À frente da Passabot, startup avaliada em R$ 15 milhões que utiliza inteligência artificial para vender passagens aéreas via WhatsApp, o fundador e CEO Alan Mateus compartilhou as lições que moldaram sua trajetória no empreendedorismo.
1. Expandir horizontes antes de empreender
Antes de abrir a própria empresa, Mateus defende que é essencial vivenciar diferentes realidades profissionais. Durante a faculdade, realizou diversos trabalhos — da criação de sites a aulas particulares — o que ampliou sua visão sobre produto, mercado e necessidades do cliente.
Segundo ele, a diversidade de experiências se transforma em repertório estratégico na hora de tomar decisões.
2. Trabalhar para alguém é uma escola de gestão
A passagem pelo BTG Pactual foi determinante para sua formação. O empreendedor afirma que aproveitou a experiência no mercado corporativo como laboratório de aprendizado, observando práticas de liderança e gestão.
Ele relata que registrava métodos de feedback e organização adotados por seus superiores para aplicar futuramente no próprio negócio.
3. Escolher o sócio certo é decisivo
Para Mateus, a escolha dos cofundadores pode determinar o sucesso ou o fracasso da empresa. Ele destaca que seus parceiros compartilham o mesmo nível de comprometimento e dedicação, inclusive trabalhando juntos em períodos de descanso.
A recomendação é buscar sócios em ambientes de alta performance, onde propósito e ritmo estejam alinhados.
4. Começar de forma não escalável para validar
Antes de investir pesado em tecnologia, a Passabot validou seu modelo manualmente. O objetivo era confirmar se existia demanda real por compra de passagens via WhatsApp.
A lógica, segundo o CEO, é simples: primeiro validar a dor do cliente; depois, escalar com tecnologia.
5. Buscar mentoria e apoio estratégico
Mateus reforça que empreender não precisa ser um caminho solitário. Ter mentores experientes reduz erros e acelera decisões mais assertivas.
Aprender com quem já percorreu o trajeto pode representar economia de tempo e recursos.
6. Priorizar investidores-anjo no início
Na fase inicial, o CEO recomenda buscar investidores-anjo em vez de grandes fundos. Além do capital, esses parceiros costumam oferecer proximidade, orientação prática e apoio na construção da base do negócio.
Grandes fundos, segundo ele, tendem a focar mais em métricas e projeções.
7. Não ser ingênuo na captação
Ao captar recursos, o empreendedor deve avaliar não apenas o valor do aporte, mas também o perfil de quem está entrando na sociedade.
Para Mateus, decisões precipitadas podem resultar em perda de controle ou diluição excessiva da participação societária. “Fundraising não é só sobre o cheque, é sobre quem entra no barco com você”, resume.
As orientações reforçam um ponto central defendido pelo CEO: empreender exige estratégia, preparação e visão de longo prazo. Mais do que uma boa ideia, é a execução consistente que transforma projetos em negócios relevantes no mercado.
Fonte: Poder360

