O que recentemente ganhou repercussão nacional ao envolver participantes do Big Brother Brasil 26 trouxe à tona um tema que ultrapassa qualquer programa de televisão: o assédio.
Situações como a vivida por Jordana e Pedro Espídola não são exceção. Elas refletem uma realidade cotidiana enfrentada por muitas mulheres — no ambiente de trabalho, na rua, em eventos sociais e, por vezes, dentro do próprio círculo familiar.
Diante disso, surge uma pergunta fundamental:
como a comunicação pode se tornar uma ferramenta de proteção?
O corpo fala antes das palavras
Quando falamos em defesa, muitos imaginam confronto verbal. Mas a comunicação vai além da fala.
A postura corporal, o alinhamento do olhar, o posicionamento dos ombros, o controle da respiração e até o uso consciente do silêncio transmitem mensagens claras de limite.
Em situações de assédio, o corpo costuma reagir antes da mente — tensão muscular, voz trêmula, olhar evasivo. Esses sinais são naturais, mas podem ser treinados.
A oratória, quando compreendida de forma técnica, não serve apenas para apresentações públicas. Ela também fortalece a presença pessoal.
Voz firme não é agressividade
Existe um equívoco comum: acreditar que se posicionar exige elevar o tom ou adotar uma postura hostil.
Não é sobre gritar.
É sobre firmeza.
Uma voz projetada corretamente, com articulação clara e ritmo controlado, comunica segurança. E segurança desestimula investidas abusivas.
Da mesma forma, frases curtas e objetivas — como “isso é inadequado”, “pare”, “não autorizo esse tipo de comportamento” — são mais eficazes do que longas justificativas.
Comunicação é recurso de autonomia
A paralisia diante do assédio é uma resposta comum do sistema nervoso. Não se trata de fraqueza, mas de mecanismo de proteção.
Por isso, desenvolver recursos comunicativos é também uma forma de autonomia.
Treinar:
- contato visual direto e sustentado
- postura ereta
- respiração diafragmática
- articulação clara
- tom estável
faz com que a mulher não apenas fale — mas seja ouvida.
Comunicação é recurso de autonomia
A paralisia diante do assédio é uma resposta comum do sistema nervoso. Não se trata de fraqueza, mas de mecanismo de proteção.
Por isso, desenvolver recursos comunicativos é também uma forma de autonomia.
Treinar:
- contato visual direto e sustentado
- postura ereta
- respiração diafragmática
- articulação clara
- tom estável
faz com que a mulher não apenas fale — mas seja ouvida.
Não é responsabilidade da vítima
É essencial afirmar: nenhuma mulher é responsável por sofrer assédio.
A comunicação não substitui medidas legais, nem elimina a necessidade de denúncia. Ela é um recurso complementar de proteção e posicionamento.
Diante de qualquer situação de assédio, é fundamental buscar ajuda.
No Brasil, denúncias podem ser feitas pelo telefone 180, canal oficial de atendimento à mulher. Em casos de emergência, o número 190 deve ser acionado imediatamente.

