Firehouse Subs acelera expansão no Brasil e aposta em shoppings para triplicar número de lojas em 2026

Noticias

Menos de um ano após sua estreia no mercado brasileiro, a rede norte-americana Firehouse Subs já opera acima das expectativas iniciais e avança em um plano agressivo de crescimento. A marca, especializada em sanduíches servidos em baguetes, inaugurou sua 12ª unidade no país e projeta encerrar o ano com 24 lojas — o triplo do total registrado no fim de 2025.

Fundada em 1994, na Flórida, a empresa iniciou sua operação no Brasil em junho do ano passado. A expansão local é conduzida por uma joint venture com a Restaurant Brands International, controladora de redes como Burger King, Tim Hortons e Popeyes, em parceria com o executivo Iuri Miranda, atual CEO da operação brasileira.

De acordo com Miranda, o desempenho inicial superou as projeções traçadas antes da entrada no país. A expectativa era encerrar 2025 com cinco unidades, mas o ano foi concluído com oito operações em funcionamento. Segundo o executivo, o resultado reflete o nível de preparação e estudo realizados previamente à abertura da primeira loja, especialmente em relação ao comportamento do consumidor local e à viabilidade dos pontos comerciais.

A estratégia de expansão, neste primeiro momento, está concentrada na cidade de São Paulo. A recém-inaugurada unidade no Shopping Cidade São Paulo reforça o objetivo da marca de ampliar sua presença em regiões estratégicas da capital. A prioridade, segundo a empresa, é consolidar cobertura na Grande São Paulo antes de avançar para outras cidades e estados, movimento previsto para ocorrer a partir de 2027.

O modelo operacional adotado até agora prioriza lojas próprias. A decisão faz parte de uma abordagem gradual, voltada à validação do negócio no mercado brasileiro antes da abertura para franquias, prevista para 2028. A empresa busca, nesse período inicial, ajustar processos, cardápio e experiência do cliente com base em dados reais de operação.

Entre as adaptações já implementadas, estão mudanças no cardápio para atender preferências locais, como maior flexibilidade no uso de pimenta — ingrediente comum em receitas norte-americanas, mas que exige moderação no Brasil. Além disso, a rede passou a incluir atendentes próximos aos totens de autoatendimento, com o objetivo de auxiliar clientes que ainda não estão familiarizados com os produtos.

A operação mantém o uso de tecnologias de autoatendimento, mas combina o modelo com suporte humano, numa tentativa de equilibrar eficiência e experiência. Segundo a empresa, esse ajuste foi necessário após identificar dificuldades de compreensão por parte de consumidores em relação ao cardápio.

Outro ponto central da estratégia tem sido a escuta ativa do cliente. Executivos da companhia, incluindo o próprio CEO, têm frequentado unidades e praças de alimentação para coletar feedbacks diretamente com consumidores. Paralelamente, a empresa monitora avaliações online e utiliza esses dados como base para ajustes operacionais.

Todas as unidades brasileiras estão localizadas em shopping centers — uma escolha deliberada. A presença nesses espaços é vista como fundamental para acelerar o reconhecimento da marca em um mercado ainda em fase inicial de penetração. No exterior, a rede já opera também em lojas de rua e modelos drive-thru, formatos que devem ser introduzidos gradualmente no Brasil a partir dos próximos anos.

Para sustentar o plano de crescimento, a companhia estima investir cerca de R$ 200 milhões nos primeiros três anos de operação no país. Cada unidade, com aproximadamente 50 metros quadrados, demanda um aporte médio de R$ 1 milhão, com previsão de retorno em até três anos.

Com um cardápio que inclui 15 tipos de sanduíches e tíquete médio de cerca de R$ 50, a Firehouse Subs projeta atingir 500 unidades no Brasil ao longo da próxima década. Globalmente, a rede já ultrapassa 1,3 mil restaurantes, com presença em mercados como Estados Unidos, Canadá, México, Suíça e Emirados Árabes Unidos.

O avanço da marca no país evidencia uma estratégia comum entre grandes redes internacionais: entrada cautelosa, validação operacional e expansão acelerada após os primeiros sinais de aderência ao mercado. No caso da Firehouse Subs, os resultados iniciais indicam que o modelo pode encontrar espaço relevante no competitivo setor de alimentação fora do lar no Brasil.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *