Campanha do Nubank Parque usa humor e repetição para enfrentar um problema comum de marca: mudar o hábito do cliente
Por Redação
Contrato muda rápido. Hábito de fala muda devagar. Essa é a lição central da campanha lançada pelo Nubank para fixar o nome Nubank Parque, novo naming rights do estádio que por anos foi conhecido pelo público como Allianz Parque.
A ação coloca o ator e comunicador Fred Bruno como uma espécie de fiscal do novo nome, corrigindo quem ainda usa a forma antiga, inclusive em situações cotidianas. O recurso é simples: humor, repetição e presença em vídeos curtos para transformar uma mudança formal em memória popular. O objetivo não é apenas anunciar o contrato, mas fazer as pessoas realmente chamarem o lugar pelo nome novo.
Para pequenos negócios, a campanha vale como estudo de caso porque o problema é comum em escala menor. Empresas mudam de nome, reposicionam marca, trocam fachada, alteram produto principal ou passam a vender de outro jeito, mas esperam que o cliente entenda sozinho. Na prática, o público continua usando o nome antigo, pedindo o serviço antigo ou lembrando da empresa pela promessa anterior.
Mudar identidade exige mais do que comunicar uma vez. É preciso repetir a nova mensagem em todos os pontos de contato: bio do Instagram, WhatsApp, vitrine, embalagem, atendimento, nota fiscal, anúncios e conversa da equipe. Se o vendedor usa o nome antigo, o cliente também vai usar. Se a placa mudou, mas o perfil nas redes segue confuso, a mudança não se completa.
O humor usado pelo Nubank também ajuda a reduzir resistência. Corrigir o público de forma dura pode gerar antipatia. Transformar a correção em brincadeira deixa a repetição mais leve e aumenta a chance de compartilhamento. Pequenos negócios podem adaptar essa lógica com vídeos curtos, bastidores, mensagens no balcão ou campanhas simples explicando o motivo da mudança.
Outro ponto é consistência. Uma marca que acabou de mudar não pode alternar entre nome novo e antigo dependendo do canal. A fase de transição pode mencionar o nome anterior como referência, mas precisa deixar claro qual é o nome correto a partir dali. Frases como “agora somos” e “você conhecia como” ajudam no começo, mas não devem virar muleta eterna.
A campanha do Nubank lembra que naming rights, rebranding e reposicionamento são menos sobre design e mais sobre comportamento. O cliente precisa repetir a nova forma até ela virar automática. Para isso, a empresa precisa tratar a mudança como campanha, não como aviso.
Com informações de B9.

