Levantamento da Plataforma Negócios da Comunicação elege executivos por clareza e transparência ao falar com jornalistas, e reforça que boa comunicação virou ativo de reputação mensurável
Por Redação
Chegou à fase final a 16ª edição da Pesquisa Empresas que Melhor se Comunicam com Jornalistas, promovida pela Plataforma Negócios da Comunicação. O levantamento passou por duas etapas: primeiro, jornalistas indicaram as empresas destaque em 32 setores da economia. Na sequência, a mesma base de profissionais elegeu dez CEOs reconhecidos pela clareza, pela transparência e pela qualidade da relação que mantêm com a imprensa. A cerimônia de premiação acontece em 15 de setembro, em São Paulo.
O resultado confirma um movimento que já vinha se desenhando nos últimos anos: comunicação deixou de ser um detalhe de assessoria e passou a ser tratada como ativo de reputação, medido e comparado publicamente, ano após ano, por quem cobre o mercado de perto. Um CEO que responde com precisão, que não foge de pergunta difícil e que mantém coerência entre o que diz em entrevista e o que a empresa pratica no dia a dia constrói confiança que se traduz em cobertura mais favorável, em crise administrada com menos ruído e em marca pessoal que abre porta.
Para o empreendedor que ainda enxerga comunicação como algo reservado para quando surge um problema, o levantamento serve de alerta. Reputação com a imprensa não se constrói na hora da crise, se constrói antes dela, com presença constante, disponibilidade real para responder e discurso alinhado entre liderança e equipe de comunicação.
Alguns comportamentos costumam aparecer entre executivos bem avaliados nesse tipo de pesquisa, e servem de referência prática para quem lidera um negócio de qualquer porte. O primeiro é a clareza: falar em linguagem acessível, sem jargão desnecessário, facilita que a mensagem chegue completa ao público final, e não só ao jornalista. O segundo é a transparência, inclusive em número ruim ou em decisão impopular, porque tentar disfarçar costuma custar mais caro do que admitir o problema e explicar o plano de correção.
Outro ponto recorrente é a disponibilidade. CEOs bem avaliados tendem a responder dentro do prazo do jornalista, e não no prazo que seria mais confortável para a empresa. Prazo perdido em comunicação costuma significar pauta perdida, ou pior, pauta publicada só com o lado do concorrente ou do crítico. Consistência também pesa: falar uma coisa numa entrevista e o contrário em outra corrói credibilidade rápido, principalmente hoje, quando qualquer declaração fica registrada e pode ser comparada a qualquer momento.
Vale ainda destacar a diferença entre comunicação institucional e comunicação pessoal do líder. A pesquisa avalia CEOs, não só empresas, o que mostra que jornalistas separam a marca da pessoa que fala por ela. Um empreendedor pode ter um produto excelente e ainda assim comunicar mal, o que limita o alcance do próprio negócio. Investir em preparo para falar em público, treinar respostas para perguntas difíceis e entender o que cada veículo de imprensa precisa para publicar uma pauta são passos práticos que qualquer empresa, independentemente do tamanho, pode adotar.
Para o pequeno e o médio empresário, a lição direta é: comunicação não é gasto, é investimento em reputação. Não é preciso ter assessoria robusta para começar. Responder rápido quando um jornalista local procura, manter dado correto e atualizado sobre o próprio negócio, e evitar prometer o que não pode ser cumprido já colocam qualquer empreendedor num caminho parecido com o dos nomes que aparecem em pesquisas como essa.
Com informações do Portal da Comunicação.

