Redata: o que muda na prática para quem contrata nuvem no Brasil

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Novo regime tributário para data centers foi sancionado nesta semana e deve baratear, no médio prazo, serviços de tecnologia usados por pequenos negócios

Por Redação

O presidente Lula sancionou, em 15 de setembro, o regime especial de tributação para data centers conhecido como Redata. A proposta havia sido aprovada pelo Senado no início do mês e passa agora a valer para empresas que instalarem ou ampliarem centros de dados no país.

Na prática, o Redata suspende a cobrança de tributos federais como Imposto de Importação, PIS/Cofins e IPI sobre equipamentos e serviços ligados à construção e à operação desses centros de dados. A estimativa é de uma renúncia fiscal superior a R$ 7 bilhões ao longo de três anos, valor que o governo justifica como forma de tornar o Brasil mais competitivo na disputa internacional por esse tipo de infraestrutura.

Para quem não trabalha diretamente com tecnologia, mas depende dela para tocar o próprio negócio, a pergunta é direta: o que isso muda na prática? A resposta está na cadeia que sustenta serviços já usados no dia a dia de qualquer empresa, do sistema de gestão financeira ao atendimento automatizado por chat.

Um data center é, em termos simples, o galpão de servidores que guarda e processa dados por trás de qualquer serviço em nuvem. Quando o custo de montar e manter essa estrutura no Brasil cai, parte dessa economia tende a se refletir, com o tempo, no preço final cobrado das empresas que usam esses serviços, sejam grandes provedores internacionais, sejam empresas brasileiras de software.

Há também um efeito menos visível, mas relevante: atrair mais data centers para dentro do país reduz a dependência de servidores instalados no exterior. Isso pode significar menos lentidão e mais estabilidade para ferramentas de nuvem, o que importa bastante para um negócio que fatura, emite nota ou atende cliente por sistema online. Uma falha nesses sistemas em horário de pico custa venda, e infraestrutura mais próxima tende a reduzir esse risco.

Vale ponderar as expectativas quanto ao prazo. O Redata não baixa a mensalidade de nenhuma assinatura de software amanhã. O regime funciona como incentivo para decisões de investimento de médio e longo prazo, então o efeito sobre o bolso do pequeno empresário deve aparecer de forma gradual, conforme novos data centers forem construídos ou ampliados usando esse benefício.

O ponto prático para quem contrata serviços em nuvem hoje é outro: fica mais provável que fornecedores de tecnologia, de plataformas de gestão a ferramentas de inteligência artificial, ampliem operação no Brasil em vez de depender só de estrutura fora do país. Isso tende a favorecer contratos com melhor suporte local, menos instabilidade e, no horizonte de alguns anos, preços mais competitivos por conta do aumento de oferta interna.

Para o empresário que depende de sistemas online para vender, atender ou gerir o negócio, o caminho prático agora é acompanhar se os fornecedores já usados anunciam expansão de estrutura no país e comparar, ao renovar contratos, se essa mudança já aparece em condições de preço ou de suporte.

Com informações de TI Inside.

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